Excesso de Ácido Úrico Aumenta o Risco de Doenças Cardiovasculares?

Excesso de Ácido Úrico Aumenta o Risco de Doenças Cardiovasculares?

Se você sente dores e inchaço nas articulações já deve ter cogitado alguma vez que esteja com níveis altos de ácido úrico, certo? Este post pode servir de alerta para você conhecer um pouco mais sobre o que o excesso desta substância pode indicar/causar no organismo.

O ácido úrico é uma substância naturalmente produzida pelo corpo. A digestão de proteínas produz substâncias chamadas purinas, as quais são degradadas e transformadas em ácido úrico. Parte dele permanece no sangue e o restante é eliminado.

Os níveis de ácido úrico podem se tornar demasiadamente elevados no sangue, condição conhecida por hiperuricemia, devido a uma série de fatores combinados: aumento da síntese endógena, ou seja, a maior produção pelo próprio organismo; redução da excreção pelos rins, na urina; uso continuo de certos medicamentos; e a ingestão elevada alimentos ricos em purinas (como proteína animal).

Portanto, o controle dos níveis sanguíneos de ácido úrico vai ser feito com base na(s) causa(s) da sua elevação, pelo uso de medicamentos específicos que aumentem a excreção renal concomitante ao incentivo da maior ingestão de água, em conjunto com o controle da ingestão de alimentos com alto teor de purinas, visando diminuir a formação de ácido úrico.

A consequência da taxa elevada de ácido úrico é a formação de pequenos cristais de urato de sódio semelhantes a agulhinhas, os quais se depositam em várias partes do corpo, como as articulações (mais comum), rins, sob a pele, etc.

Apesar das doenças relacionadas às articulações, como a gota, serem a primeira referência que fazemos, vários estudos têm associado o excesso de ácido úrico ao risco de doenças cardiovasculares. A discussão sobre sua participação ainda é cercada de perguntas e considerações.

O fato é que ainda não se sabe quão diretamente a alta nos níveis de ácido úrico contariam de fato para o comprometimento cardiovascular, mas sabe-se que de alguma forma ele participa.
Muitos estudiosos têm indicado que ele teria um papel importante como marcador da chamada “síndrome metabólica”, conjunto de fatores propícios a danos arteriais, como colesterol alto, hipertensão e obesidade.

Ou seja, níveis altos de ácido úrico acenderiam um sinal de alerta para doenças associadas ao coração. Alguns pesquisadores defendem que ele está associado à obesidade, e obesos costumam ter resistência à insulina, condição que dificulta a excreção deste elemento.

Outros cientistas alegam que, em excesso, o ácido úrico pode comprometer o equilíbrio de gordura no organismo, alterando os níveis de triglicérides e propiciando o acúmulo de gordura no fígado, a chamada esteatose hepática.

Algumas teorias mais amplas se referem também a indivíduos acometidos pela gota. Com o ácido úrico fora de controle, o indivíduo continua apresentando inflamações de baixa intensidade, mesmo fora do período de crise, o que é um importante fator de risco cardiovascular.

Sabe-se também que o ácido úrico ainda contribui para a retenção de sódio o que causa elevação da pressão arterial.

Por tudo isso, meus queridos, é muito importante não perder o ácido úrico de vista, e acompanhar seus níveis nos check-ups periódicos com exames de sangue ou urina. Se estiverem altos, a perda de perda de peso e ajustes na dieta (como reduzir o consumo de proteína animal e bebidas alcoólicas) estão entre as primeiras ações.

Alguns alimentos auxiliam a reduzir os níveis de ácido úrico, como aqueles ricos em fibras, potássio, magnésio, em ômega 3 e vitamina C, e diuréticos naturais como agrião, salsão, pepino, cenoura, beterraba, berinjela, pimentão, tomate, cebola, alho, maçã, laranja, pera, melancia, melão, limão.

A necessidade do uso de medicações vai ser determinada por seu médico, com base no exame clínico, histórico e exames laboratoriais.

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