Febre Amarela – Vamos falar sobre isso!

Febre Amarela - Vamos falar sobre isso!

Há algum tempo, um assunto, infelizmente, tem sido recorrente em todos os telejornais, sites de notícias, redes sociais e rodas de bate-papo em nosso país. O Brasil enfrenta atualmente um surto de febre amarela. O número de casos confirmados da doença é maior que em surtos anteriores, apesar de serem, em sua maioria, e residentes de zonas rurais ou que tiveram contato com áreas silvestres.

Contudo, apesar de ser um dos temas mais abordados no momento, há ainda dúvida sobre a forma de transmissão, prevenção e tratamento para essa doença. Como informação nunca é demais, vamos abrir um espaço aqui pra falar um pouquinho sobre o assunto.

A febre amarela é uma doença infecciosa febril aguda, causada por um vírus transmitido por mosquitos vetores, e possui dois ciclos de transmissão: silvestre (quando há transmissão em área rural ou de floresta) e urbano. O vírus é transmitido pela picada de mosquitos infectados.

Nas áreas rurais, os macacos são os principais hospedeiros do vírus, transmitido a eles por mosquitos com hábitos estritamente silvestres (principalmente o mosquito Haemagogusou). Os macacos, ao contrário do que muita gente erroneamente entendeu, não transmitem febre amarela nem entre eles mesmos e nem para os humanos. Nas zonas urbanas, o homem é o único hospedeiro com importância epidemiológica e a transmissão para as pessoas ocorre a partir de vetores urbanos infectados, neste caso, nosso velho conhecido Aedes aegypti. Sim, ele mesmo, o “mosquito da dengue, zika e chikungunya”. Da mesma forma, não há transmissão de pessoa para pessoa.

Os sintomas iniciais da febre amarela aparecem de 3 a 6 dias após a pessoa ter sido infectada e incluem um início de febre súbito, calafrios, dores de cabeça intensa, dores nas costas e no corpo em geral, náuseas e vômitos, fadiga e fraqueza. O tratamento consiste em repouso e alívio dos sintomas com medicamentos, exceto AAS, aspirina e similares, já que o uso pode favorecer o aparecimento de manifestações hemorrágicas. A maioria das pessoas tendem a melhorar após alguns dias. Porém, cerca de 15% dos pacientes apresentam um breve período de melhora e, então, desenvolvem uma forma mais grave da doença. Nesses casos, o paciente pode desenvolver febre alta, icterícia (quando a pele e o branco dos olhos tornam-se amarelados), hemorragia e, eventualmente, choque e insuficiência de múltiplos órgãos, levando inclusive à morte. O tratamento nesses casos requer hospitalização para reduzir as complicações e o risco de morte. Se você apresentar alguns dos sintomas descritos acima, procure imediatamente atendimento médico, especialmente se você mora ou viajou para áreas consideradas de risco.

Você já sabe mas custa lembrar…. a vacina é o principal método de prevenção e controle da doença. Já tomou a sua? A vacina já faz parte do calendário de vacinação básica dos estados onde há risco de contágio, mas está disponível também em todo o Brasil. A vacina pode ser aplicada a partir dos 6 meses de vida e é recomendada para quem vai viajar para as áreas de risco ou quem não tenha se vacinado nos últimos 10 anos e mora nessas localidades. Desde 2017, a vacina pode ser feita em dose única para toda a vida.

Há dois links bem explicativos para mais informações: do Ministério da Saúde e da Fiocruz.

É isso meus amigos, faça sua parte. Vacinem-se mas, principalmente, ajudem a combater a disseminação do mosquito transmissor, evitando o acúmulo de água parada em recipientes destampados, como já foi (e continua sendo) amplamente divulgado.

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